Preciso te empurrar mais um. Desculpa. É que apareceu um caso esquisito pra caramba do meu lado — um corpo deixado numa pose, sentado, mão no queixo, tipo aquela estátua do pensador. Coisa de doido. Enquanto não entendo aquilo, não consigo pegar esse seu.
O seu é o seguinte: Dr. Henrique Melo, médico, morreu no Hospital Dunas, em Santa Helena. Suspeita de parada, mas o exame apontou potássio altíssimo no sangue — compatível com algo aplicado no soro. Não foi natural.
Separei as câmeras da farmácia, a escala de plantão e os depoimentos da equipe. Alguém do hospital tinha acesso e motivo. Confia nos horários — eles contam a história.
O diretor médico do Hospital Dunas morre durante procedimento de rotina. Parada cardíaca súbita. Mas a enfermeira responsável guarda um segredo que pode custar sua liberdade — ou sua vida.
Na tarde de quinta-feira, 8 de maio de 2025, o Dr. Henrique Melo, 55 anos, diretor médico do Hospital Dunas, morreu durante um procedimento de hidratação intravenosa de rotina no próprio hospital. Causa oficial: parada cardíaca por hipercalemia aguda. Mas a concentração de potássio no soro administrado era dez vezes acima do protocolo padrão.
Registro da morte do Dr. Henrique durante procedimento. Detalhes da cena e primeiros depoimentos da equipe.
Ala: Clínica Médica
Solicito troca do meu plantão de quinta pelo de sexta, por motivos pessoais. Já combinei a
Laboratório confirma: solução continha KCl concentrado. Quantidade suficiente para causar fibrilação ventricular fatal em minutos.
20 anos no Hospital Dunas. Rigoroso e temido. Múltiplos conflitos com equipe. Guardava segredos sobre vários funcionários.
Repercussão da morte no setor de saúde. Família exige investigação. Hospital emite nota oficial cautelosa.
Rascunho de escala de enfermagem com trocas pendentes.
Aviso sobre mudança de cardápio e preços para os funcionários.
Chamado sobre infiltração no corredor da Ala B.
Convite ao corpo clínico para congresso de medicina interna.
CRM inicia verificação do diploma de especialização em cardiologia de Patrícia após denúncia anônima. Resultado: irregularidade identificada.
E-mail enviado 3 dias antes da morte. Henrique solicita abertura de processo administrativo contra funcionária da enfermagem. Nome censurado.
Farmacêutico requisitou frasco de KCl concentrado no dia anterior ao crime. Justificativa: "ajuste de protocolo em UTI". Não há registro de uso na UTI.
Série de conflitos formais nos últimos 2 anos: 3 funcionários demitidos a pedido do diretor, 2 processos trabalhistas em andamento.
Protocolo oficial do hospital para hidratação intravenosa. Concentração máxima permitida de KCl e responsabilidades de cada profissional.
Testamento registrado em cartório. Filho único é herdeiro de apartamento (R$1,8M) e aplicações financeiras (R$950k). Sem outros beneficiários.
Conversas recuperadas pela perícia. Tom cúmplice. Referências a "resolver o problema" e "antes que ele fale com o CRM".
Filho do Dr. Henrique relata conflito recente entre pai e "alguém da equipe de enfermagem". Menciona uma ligação tensa que ouviu por acidente.
Plantonista que atendeu a parada cardíaca. Declarou causa natural inicialmente. Está visivelmente abalado desde que soube da toxicologia. Teme processo por negligência.
ONLINE · Delegacia de Santa Helena · Caso #HD-2025-089
Apresente sua teoria ao Delegado para desbloquear.